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| Entrevistas |
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"Essa revolução, criando movimentos aqui no Brasil todo, não é só na Bahia não. No Brasil todo em muitos lugares você vê a poeira do reggae forte. Balançando, né? Então são trabalhos que acontecem de décadas em décadas e olhe lá. É como o rock dos Beatles. Veio pra poder ir de encontro a toda aquela opinião formada sobre tudo, de educação, sistema familiar, sabe? Do pai, do filho e da escola. E Beatles vem para poder desagregar aquilo tudo, derrubar a mesa. Assim foi o trabalho de Bob Marley com a coisa da unificação." |
"Eles (o Cidade Negra) queriam fazer um som mais pop e eu queria seguir meu estilo. Disse para chamarem outra pessoa e chamaram o Tony (Garrido), que segue a linha que eles queriam. Acho ótimo o Cidade Negra ter conseguido fazer sucesso com essa fórmula. Não é meu estilo." |
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Serginho (vocalista do Adão Negro) "Eu entrei na Morrão Fumegante e fiquei na Morrão Fumegante até perto de gravar o primeiro disco. Aí a gente já tocava freqüentemente, já ganhava alguma grana. Não era uma grana que dava pra pagar a conta de telefone, mas dava pra pagar a conta de luz. Eu quero registrar isso, que eu toquei na Morrão Fumegante e ganhei um cachê de 50 centavos e bem mais do que isso também. Eu fiquei extremamente satisfeito. Pra você vê a mudança de perspectiva. Eu era um músico, aquele músico que vai, ganha a sua grana." |
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